A taxa de empreendedorismo e os números do franchising foram os melhores dos últimos anos, mesmo com a crise econômica

O ano passado não foi dos melhores. Na verdade, para muitos empreendedores, 2016 foi um fracasso. Com economia quase congelada, só as promessas de recuperação nos próximos anos conseguiram manter o foco de alguns empresários, os mais esperançosos. Um levantamento da consultoria Neowaya apontou que 1,8 milhão de empresas fecharam as portas em 2015. E, embora ainda não haja dados concluídos, tudo indica que 2016 seguiu pelo mesmo caminho.

Entretanto, o GEM 2015, dado mais recente, aponta que 52 milhões de brasileiros com idade entre 18 e 64 anos se envolveram na criação ou na manutenção de algum negócio. Isso tornou a taxa de empreendedorismo a maior registrada no país desde 2002, quando o estudo começou. O percentual chegou a 39,9% – o que mostra o potencial empreendedor do brasileiro.

O grande problema é que o empreendedor brasileiro ainda busca o próprio negócio por necessidade, ao contrário daqueles que buscam um oportunidade no mercado. Muitos dos novos empreendedores resolveram investir em um negócio próprio nos últimos dois anos porque ficaram desempregados e não conseguiram se recolocar no mercado.

Porém, investir no próprio negócio requer muita seriedade, independente do ambiente econômico instalado. Quando o cenário é desfavorável economicamente, como o do Brasil, vale a pena estudar as opções de negócios. Só o conhecimento vai evitar que o empreendedor arrisque suas fichas em algo que não tem futuro. A palavra de ordem é cautela. Vale lembrar que mais da metade das empresas abertas fecham as portas antes de completar cinco anos. Você não quer fazer parte desse percentual, não é mesmo?

Franchising em 2017: expansão inquestionável

É imprescindível que o futuro empreendedor planeje cada passo antes da abertura de uma empresa e execute com maestria tudo o que foi planejado. Ele também precisa saber acompanhar cada passo desse novo negócio através de dados concretos. Um modelo de negócio que vem ganhando espaço no mercado brasileiro é o franchising. Muitos desses novos empreendedores preferem apostar em algo que já foi testado e validado pelo mercado. Uma marca forte, capaz de estabelecer previsões de lucro e com riscos reduzidos. Essa opção tende a ser muito melhor do que iniciar um negócio do zero e sem experiência alguma, na maioria das vezes.

Para se ter uma ideia da força do franchising, mesmo com a crise econômica, o setor cresceu 8,8% no terceiro trimestre de 2016, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF). O país é o quarto maior mercado mundial em termo de marcas franqueadoras e o sexto em termos de unidades franqueadas. Diante de dados como esse, é possível dizer que o sistema de franchsing brasileiro amadureceu e se consolidou. Quem pensa que não há mais espaço neste mercado, engana-se. O franchising em 2017 continua crescendo e, prova disso, é que ele atingiu níveis maiores do que o PIB.

Quem pretende investir no franchising precisa saber que, mesmo com o modelo de negócio preestabelecido, nada acontecerá como num passe de mágicas. Estar preparado para gerir seu próprio negócio é o primeiro passo para o sucesso da nova empresa. Além disso, o futuro franqueado precisa aprender a seguir regras, cumprir metas e não alimentar falsas expectativas. Aquele que optar por investir no franchising em 2017 deve é manter os pés no chão. Também é importante se informar sobre o negócio e entender como ele funciona, e sempre aprender com quem está na rede a mais tempo.