Crescimento de quase 10% em 2017 mostra porque o e-commerce é a melhor opção de negócio

Tornar-se dono de seu próprio negócio é o objetivo almejado por muitas pessoas em 2018. Mas para entrar de vez ao universo do empreendedorismo e ter sucesso, é preciso atitude e investir certo. Na contramão da economia desfavorável no Brasil, o e-commerce oferece oportunidades cada vez mais rentáveis para seus novos investidores. Aumento das vendas on-line e crescimento acentuado do setor devem ditar o ritmo este ano. Se depender da evolução do setor em 2017, que cresceu cerca de 10%, vai ter muita gente faturando com seu negócio virtual em 2018.

O Natal é um bom exemplo e grande motivador para quem ainda resiste em inciar sua carreira no empreendedorismo virtual. Principal data do e-commerce, a edição do ano passado registrou crescimento nominal de 13% comparado a 2016. Levantamento do Ebit mostra que as vendas pela internet alcançaram faturamento de R$ 8,7 bilhões – R$ 1 bilhão a mais que no ano retrasado. O número de pedidos expandiu 13,3%. Cresceu de 16,83 milhões para 19,06 milhões.

A pesquisa levou em consideração o faturamento no período de 15 de novembro a 24 de dezembro. Por isso as vendas na Black Friday, segunda data mais importante no e-commerce, também foram inseridas. Entretanto, elas corresponderam apenas a 1/4 de todo o faturamento do setor neste fim de ano. Apesar do aumento da arrecadação, o valor médio do ticket teve uma leve queda de 1%, saindo dos R$ 462 para R$ 457 no último Natal. Os descontos na Black Friday e a deflação da cesta de produtos do e-commerce foram os principais motivadores.

Produtos eletrônicos foram os mais comprados na internet

Empreendedorismo: o que a internet deve vender em 2018?

Saber o que mais vende na internet é um passo fundamental para começar no empreendedorismo este ano. Pelo menos no Natal de 2017, o setor de telefonia foi o mais procurado. Celulares e smartphones corresponderam a 21% do faturamento total. Em segundo lugar vem os eletrodomésticos, com 20,2%. Mais abaixo estão os eletrônicos (11,8%), produtos de informática (8,7%) e por último artigos de casa e decoração (8,3%).

Em volume de pedidos no Natal, moda e acessórios se destacou com 13,5% das compras pela internet. Na sequência aparecem os eletrodomésticos (12,3%), seguido por casa e decoração (10,4%), celulares e smartphones (9,5%) e por último perfumaria e cosméticos (7,6%). Estudo divulgado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelou que pela primeira vez as vendas on-line deveriam superar as lojas físicas. Durante pesquisas, 40% do consumidores disseram que fariam suas compras pela internet, 37% em shoppings e 26% em lojas de rua.

Crescimento do e-commerce foi registrado o ano todo

Se ainda não está convencido que ter seu negócio na internet pode ser a grande “cartada” em 2018, saiba que o setor mostrou evolução não apenas no Natal. Já no primeiro semestre de 2017, segundo o relatório Webshoppers da Ebit, o e-commerce registrou aumento de 7,5% comparado ao mesmo período no ano anterior e faturamento de R$ 21 bilhões. As compras neste período também alcançou histórica, com 50 milhões de pedidos. O mesmo relatório, referente ao segundo semestre de 2017, ainda não foi divulgado. Mas a expectativa é que 2017 alcance 10% a mais que os negócios on-line realizados em 2016.

As vendas pela internet seguiram evoluindo durante o ano passado. Outra data que registrou crescimento foi a sétima edição da Black Friday. Balanço do Ebit mostrou que a data arrecadou R$ 2,1 bilhão em 2017, alta de 10,3% ante ao R$ 1,9 bilhão registrado no “evento” do ano retrasado. A procura por produtos com descontos cresceu 14%, saindo de 3,30 milhões para 3,76 milhões.