Através do coaching personagens são eternizados na telona, podemos observar a presença forte das técnicas nas mais variadas situações

Surgido na Chicago dos anos 1930, o termo coaching era utilizado para designar os professores da Universidade de Oxford que auxiliavam alunos a obterem aprovação nos exames. De um modo bastante simplificado, o coach é a pessoa que, no papel de um treinador irá nos ajudar a atingir objetivos ou sonhos que temos na vida.

Nossos anseios podem ser os mais diversos: realizar uma viagem, abrir um negócio próprio, comprar uma casa ou formar uma família – isso não importa, pois, qualquer que seja a meta será necessário que haja, de nossa parte, esforço, foco e disciplina. Aqui entra o coach, até porque, muitas vezes, não conseguimos fazer tudo sozinhos.

A tarefa básica do coach é provocar, ou seja, mostrar ao profissional o que ele está fazendo, levando-o à reflexão através de questionamentos. Em um treinamento de coaching você nunca irá encontrar respostas prontas. Como nem sempre é possível ter a disponibilidade de um coach, uma boa opção é recorrer aos exemplos utilizados pela sétima arte. O cinema nos trouxe, em diversas produções, muitos personagens que tiveram de buscar soluções, imersos em situações que exigiram mudanças de comportamento e atitudes. Ao final, com a ajuda e os questionamentos de outras pessoas puderam fazer suas descobertas. Confira os cinco filmes selecionados que podem valer por uma sessão de coaching:

 

A firma (Sydney Pollack, 1993)

Tom Cruise interpreta o jovem advogado Mitch McDeere, que vai trabalhar em uma firma em Memphis, com bom salário e muitas vantagens.

– No longa de Pollack, McDeere é direcionado para focar nos valores agregados ao novo patamar. Por meio de perguntas de coaching, o advogado é orientado a pensar de maneira estruturada em sua ação e a repensar sua posição no jogo.

Menina de ouro (Clint Eastwood, 2004)

Eastwood vive o ex-treinador de boxe Frankie Dunn, que enfrenta dificuldades de aproximação com os outros devido ao afastamento de sua própria filha. As coisas mudam quando a jovem lutadora Maggie Fitzgerald (interpretada por Hilary Swank) surge com garra e determinação, e o convence a treiná-la.

– Nesta produção, o técnico formula uma série de questões que levam a lutadora a refletir sobre a situação – por fim, ela aprende a técnica, mas não leva as lutas adiante. Assim, a mensagem do filme é que de nada adianta reproduzir o conhecimento sem entender o sentido daquilo para sua vida.

Coach Carter – treino para a vida (Thomas Carter, 2005)

Interpretado por Samuel L. Jackson, o técnico Coach Carter vai atuar junto a equipe de basquete do colégio onde estudou na adolescência. Ao chegar lá, se depara com um cenário nada animador: péssimo desempenho dos jogadores e clima de total falta de respeito.

– Ao iniciar o trabalho com o time, Coach Carter questiona qual o melhor dessa equipe, reforçando o talento de cada integrante (tarefa primordial de coaching).

Em boa companhia (Paul Weitz, 2005)

Carter Duryea (Topher Grace) é um publicitário que assume a liderança de vendas da revista Sports America, cargo ocupado anteriormente por Dan Foreman (Dennis Quaid). Duryea entra movido pelo impulso, pensando ser o primeiro a conquistar o espaço, mas, Foreman acaba levando o jovem a refletir sobre sua estratégia.

– Na produção de Weitz, o personagem de Denis Quaid assume a postura de coach e através do coaching ajuda o novo líder a pensar nas decisões.

Invictus (Clint Eastwood, 2009)

Neste longa, o líder sul-africano Nelson Mandela, brilhantemente interpretado por Morgan Freeman, utiliza o rúgbi para unir os compatriotas, pois, pela primeira vez, a Copa do Mundo de Rúgbi seria realizada em seu país. Para atingir seu objetivo, ele se une ao técnico da equipe da África do Sul, François Pienaar (Matt Damon).

– A sacada do filme está na entrevista entre Mandela e Pienaar: o presidente responde com novas perguntas aos questionamentos do capitão do time, levando este último a reavaliar seus métodos em campo.